BIOGRAFIA: MAROTO.
UM
POUCO DA SUA HISTÓRIA.
Francisco Barbosa Maroto,
nascido logo ali? não!
Bem longe daqui! tantas e
quantas, léguas e milhas.
Em um lugar qualquer, não
sei se é bem assim, mas
Um nome vistoso é
bastante convidativo. Campestre
Município de Valença do
Piauí. Ali nasci, e uma vida começa
Nascer um bom começo,
andar outra história, para muitos é
Uma questão de tempo mas
para min foi preciso engatinhar muito
Segundo o que me consta
comecei a dar os primeiros passos, por
Volta dos dois anos.
Andar nada difícil, a vida por ali é que, não é nada fácil
Uma família grande doze
irmão cinco morreram por mortalidade infantil.
Agraciado pela mãe
natureza estou aqui podendo contar um pouco dessa história
Filho de pai vaqueiro,
Aos dois anos sendo adotado por outra família de vaqueiro
Mas na verdade o pai é
quem cria, e isso não nos impede de sermos felizes.
Num lugar tão distante,
como era ver o amanhã, que amanhã ! Dali o que podia
Se enxergar? mas era
preciso sonhar, quem sabe num dia pós dias, podemos
Ver o amanhecer de um dia
melhor. Acreditar era preciso.
Cronologia Sumária 1ª.
Em 1962,63, fui
alfabetizado em uma escolinha rural.
Em 1965 fui para a cidade
fazer o 1º ano primário, isso aos doze anos
Em 1970 concluir 1ª série
ginasial.
Em 1971 sem condições
para continuar os estudos, migrando para santos.
TROVA: O MIGRANTE
Se eu migro é porque
preciso ir
Fui porque precisava
sair.
Migrar é uma aventura que
não podemos
Fugir os momentos de dor.
Há momentos que
Que fingimos que a dor
não existe. Mas a dor
È grande, ente querido
ficaram para trás, não ficaram não!
Eles vêm juntos com a dor
e a saudade.
Sair de casa aos 18 anos,
sozinho, sem lenço, um documento, uma pequena mala
Sem saber bem onde ir,
quer ir vai, que o mundo te ensina. Quando o professor
É mundo.
Realmente a lição é dura
demais, mas ou se aprende a lição
Ou não se pode dizer
porque veio. Assim segue a humanidade nesse caminho
Difícil de chegar. O que
me parece que ainda não cheguei.
PREFÁCIO: 40 anos se
passaram escrever
Uma biografia era uma
ideia, como é difícil escrever, com a ideia do blog
Tomei coragem e escrevi
algo parecido, mas eu queria
Ser bem enfático quanto a
despedida e essa crônica
Triste despedida, é para
narrar um, pouco dessa dura realidade.
CRÔNICA: TRISTE DESPEDIDA
É preciso dizer adeus
Despedir-se é preciso
Quem parte leva saudade
Alguém fica chorando de
dor.
Por aqui falta água em
uma tamanha judiação
Quanta secura, nesse
mundo de isolação.
Até mesmo os pássaro e os
animais migraram
Sem medo da solidão.
Eu sei que é difícil
dizer adeus
Tudo aqui é de doer
O jeito é andar por esse
país
Quem sabe um dia descanse
feliz.
Eu sei que vou sair
Não sei bem onde, qual o
destino
Tenho que cumprir essa
sina
Quem sabe um dia
Para o meu cantinho
voltar.
A natureza chega ser
cruel
Até parece ser um castigo
Que nos bota, para fora
Da sua terra natal!
Seja que terra, que terra
seja ?
Esse é meu berço, meu
lar.
Guardar recordações das
terras que eu deixei
O sol bem vermelho que
nasce no além
Na copa da mata se houve
a cigarra num grande zumbido.
Segue-se rumo ao destino
que logo vai chegar
A fé e um coração no
peito
Dali ele soluça, o
sujeito se assusta
E pensa que não vai
aguentar.
Fico a pensar chegar em
terra estranha
Com gente tão diferente
Um sujeito humilde com
medo de tudo
Um estranho no ninho.
Eis eu aqui senhor, o
senhor é meu pastor
A fé e a esperança me
conduz
Labutar, estudar e
crescer
Para não viver como
escravo
No norte ou no sul.
Ver fotos e ouvir músicas
Como é possível não
chorar.
A impressão que nos dar.
Que é apenas uma corrida
em busca
De um cofre cheio.
Mas na realidade o melhor
mesmo
Seria ter o coração vazio
de uma mulher.
Precisamos viver e
sobrevier as diversidade da vida.
Mesmo partido de pena de
longe acena-se
Um dia vou voltar.
Não há consolo precisamos
vencer todos os obstáculos
Quem sabe um dia tirar a
tristeza da cara
Porque não! ser feliz.
Meu Deus eu poderia
suplicá-lo!
Senhor tende piedade de
nós.
Não! Com fé eu vou!
Porque com a fé, ela não
nos deixa falhar.
Não! Não deixa não!
Mãe estou aqui!
Guarda contigo meu
coração.
Cronologia Sumária 2ª.
Em 1972, já em santos
prestei o serviço militar no 6º agrupamento de artilharia.
No forte de Itaipú Praia
Grande SP.
Em 1973, tendo baixa do
serviço Militar.
Permanecendo no Quartel
até julho de 1974, já civil mas exercendo a profissão
De barbeiro da unidade.
Em agosto sendo de 1974
sendo admitido com vigilante na Ultrafértil.
Industria Química de
Cubatão.
Em outubro de 1975 sendo
admitido na Companhia Docas de Santos.
Como Guarda Portuária.
Empresa do grupo Guinle
do Porto de Santos.
Em 1978 concluir o curso
técnico de eletrônica.
Em 1979 sendo transferido
o departamento de manutenção como eletricista.
Em 1980 terminando a
concessão Guinle, assume a Companhia
Docas do Estado de São
Paulo ( CODESP )
Em setembro de 1997 tendo
a concessão de aposentadoria do INSS.
Em dezembro 1997 o Porto
foi loteado por área.
Em março de 1998 sendo
admitido na Santos Brasil empresa arrendatária
Do terminal de contêiner
margem esquerda do Porto de Santos,
Onde permaneço até hoje
como líder de manutenção elétrica em subestações.
FELICIDADE. COMO E ONDE ENCONTRÁ-LO
ONDE ESTÁ VOCÊ FELICIDADE.
Corro! Corro!! Corro!!!
Em busca da felicidade.
Vou correndo! Correndo!!
Cadê você felicidade.
Quero ser feliz! Uai Pra
que!
Para ser feliz, Uai!
Felicidade para min é uma
reta entre dois ponto.
Esse é o caminho mais
próximo de onde eu me encontro.
Do nascer do sol, ao por
do sol, são dois ponto importante,
Nessa descoberta.
Felicidade é ser livre!
É agir, ser justo na
medida certa
Todos os infelizes é um
doente emocionalmente.
Precisamos viver um
estado de coerência das emoções.
Não seja imortal,
Mas tudo pode ser
infinito enquanto dure.
Como é ser feliz ?
É ter algo o que fazer.
É ter alguém para esperar.
É ter alguém para amá-lo.
Francisco B. Maroto
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